O QUE TE LIMITA?

Vocês já pararam para pensar em todos os limites que nós nos impomos e nos que são impostos a nós? O que te limita? Quantas vezes não somos induzidos a mudar de ideia, a não pensar, a desistir por causa desses supostos limites?

Acredito que muitos de vocês, assim como eu, já ouviram algumas dessas frases:

 “Gordo não pratica esporte porque é sedentário.”;

“Gordo não deveria usar roupa justa, curta ou transparente.”;

“Gordo não é pra namorar.”;

“Você só vai arranjar um parceiro legal se você emagrecer.”;

“Aquele profissional não é bom porque está acima do peso, vou procurar outro.”;

“Certeza que você vai comer isso? Olha a glicemia, o coração, o colesterol.”;

“Miga! Achei uma dieta perfeita pra você!”;

“Gordo faz sexo? Como?”;

“Você não pensa em fazer bariátrica?”;

“Olha vou ficar te devendo, não temos nada do seu tamanho. ”, entre outras.

São tantas frases de não pode, não aguenta, não consegue, não tem, não dá, que acabamos nos limitando, nos conformando com o que há, ou dizem que há, para nós naquele momento. São frases gordofóbicas, muitas vezes mascaradas por sentimentos de preocupação, mas nem por isso significa que elas não machucam, não incomodam, ou não ficam dentro de nós guardadas, enraizadas, e mesmo sem perceber, sem ter ouvido alguma dessas frases acabamos nos boicotando, desacreditando e impondo limites a nós mesmos, nos privando de coisas que gostamos ou poderíamos gostar.

 Marcela Leme

Mas não são só essas frases que nos impõe limites. Nós mesmos muitas vezes fazemos isso também, acreditando que não somos capazes, por não termos fé em nós mesmos, nas nossas habilidades e capacidades.

Acabamos buscando desculpas para não fazer, não tentar e até desistir no meio e quando “vemos” que não dá certo, dizemos: “Viu, eu estava certo. ”, “Sabia que não ia funcionar!”, “Não tenho habilidade mesmo. Como ia dar certo?”.

Nós nos boicotamos o tempo todo, as vezes sem perceber. E assim acabamos acostumados com o que temos, meio que em uma zona de conforto, confortáveis com situações que no fundo não nos agradam e que gostaríamos de mudar, mas não temos força para correr atrás.

Seja por conta da nossa autoestima que está machucada, dolorida, fraca ou porque simplesmente cansamos de brigar com o mundo, com os outros e com nós mesmos.

Essa zona de conforto de vez em quando não é tão confortável assim, ela acaba por gerar pensamentos, frustrações e tristeza, pois quando paramos para pensar em tudo que não podemos, em tudo que nos limita (mesmo que seja nós mesmos), ela se torna esquisita, uma vez que nossos sonhos e vontades que foram trazidos à tona e não foram realizados doem, nos lembrando daquilo que não conquistamos.

Por que não gostamos de ser limitados? Por que nos incomoda tanto esses rótulos?

O motivo mais obvio é porque não gostamos de lidar com a nossa própria “finitude”, com a inabilidade de conseguirmos o que desejamos, mesmo que os limites estejam apenas em nossa cabeça.

Lidar com nossos problemas é sempre mais difícil. Culpar os outros é mais simples, mais fácil e menos doloroso porque tiramos de nós mesmos a responsabilidade.

Freud diz que quando tentamos satisfazer nossos desejos e não conseguimos entramos em conflito interno, pois a frustração de termos nossas vontades talhadas gera sofrimento em nós mesmos e quando não conseguimos nos satisfazer de uma forma direta, procuramos remediar com outras formas de saciar nossas aspirações. Seja buscando uma desculpa para o que deu errado, procurar algo mais próximo ao que desejávamos, ou ir atrás de outra coisa completamente diferente.

E não importa quem está dizendo que não podemos, se somos nós mesmos ou os outros, lidar com limites é conversar consigo, é enfrentar seus demônios, comprar uma briga que as vezes parece que não vai acabar, ficar se enrolando, discutindo por algo que você não vê saída.

 blogueira plus size

Será mesmo que não podemos? Que esses limites são reais?

Muitas vezes parecem reais, como se a Muralha da China estivesse na nossa frente, sem saída. Porém por mais difícil que pareça podemos TUDO, tudo o que quisermos, tudo que gostamos, tudo que amamos e até o que a gente não gostar a gente também pode.

O problema é conseguir escalar essa muralha imaginaria que as vezes colocamos na nossa frente, mas não se estresse, amigos, familiares, terapeutas, ou seja, pessoas que confiamos, estão na nossa vida pra isso. Conversar com outra pessoa pode muitas vezes ajudar a enxergar novos pontos de vista, outras saídas, novos rumos.

Não só somos pessoas normais, com gostos, desejos e sonhos como qualquer outra pessoa. Temos força de vontade, força para melhorar, força pra mostrar que somos o que somos, força para ir atrás do que gostamos. Então qual a real força desses limites se temos toda essa força e essa garra dentro de nós?

As vezes temos mais dificuldade? Pode até ser, mas quem não tem?

Qual o ser perfeito que nunca teve uma dificuldade? Uma pedrinha no caminho?

Podemos não estar preparados AINDA, mas a gente aprende, se prepara, estuda, se empenha, só não podemos deixar que essas minhocas de limite nos prendam, nos impeçam. Precisamos lutar contra essas palavras e nós mentais que fazemos as vezes e devemos acreditar que nós gordos podemos TUDO!

Limites estão ai para nos testar, para aprendermos com eles, para superá-los.

E se não der para vencê-los aprenda com a derrota, siga em frente, tente de novo, mas não pare de acreditar em você. Um problema não solucionado não significa que você é fraco ou nem um fracasso, significa que você tem que continuar tentando, mudar de estratégia e se nada disso não funcionar, não tenha vergonha de desistir, mas não desista sem tentar.

Desistir sem tentar é a certeza de uma frustração, de frases “e se eu tivesse tentando…” te assombrando. Então arrisque, faça, lute, mostre do que é capaz, tente vencer os limites, tente acreditar em você.

Bah Petrell

Bah Petrell

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Barbara Petrella Perino

Formada em psicologia, a Bah nasceu e cresceu em São Paulo, amante de novidades, viajante por prazer e doida por moda e maquiagem. Vamos pensar bastante com ela por aqui!

Você pode segui-lá também no Instragram: https://www.instagram.com/bahspositively/

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